Como se organizar
Rede Nacional de Canais Comunitários na TV a Cabo
São Paulo e Brasília foram as primeiras cidades a tomar a iniciativa de ocupar os canais comunitários na tevê a cabo. Elas formaram conselhos provisórios de entidades não governmentais e sem fins lucrativos, em reuniões públicas. A primeira reunião em Brasília atraiu 29 instituições ao Sindicato dos Jornalistas, inclusive a OAB-DF, responsável pelo estatuto modelo para o país. Rio de Janeiro e Porto Alegre se organizaram logo depois, cada uma a sua maneira. Em Porto Alegre, o Conselho Municipal de Comunicação coordenou os trabalhos e, no Rio, o responsável foi o Comitê pela Democratização da Comunicação.
Apesar dessas diferentes formas de organização, as iniciativas priorizaram as mesmas tarefas:
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divulgar a lei e o direito de acesso ao canal comunitário;
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despertar o interesse político pelo canal comunitário;
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criar uma associação das entidades usuárias de canal comunitário na tevê a cabo;
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elaborar o estatuto com os objetivos e finalidades do canal, deveres e direitos das associadas;
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buscar recursos para adquirir os equipamentos do estúdio de transmissão;
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contactar a diretoria da empresa prestadora de serviço de tevê a cabo na cidade ou na região e manifestar o interesse de utilizar o canal destinado às entidades sem fins lucrativos, de acordo com a lei;
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mapear e recolher o acervo videográfico em poder das entidades;
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criar a vinheta e produzir o programa de estréia;
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contratar um operador;
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buscar recursos para adquirir os equipamentos de estúdio de programação, etc.
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